sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

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Tragédia no Haiti

Tragédia no Haiti

15/01/2010

Imagem 21 de 50

Homens tenta tirar três pessoas dos escombros de um prédio em Porto Príncipe

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Tragédia no Haiti

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Zilda Arns

Zilda Arns, 75, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, participava de missão humanitária e está entre as vítimas do terremoto de 7 graus que assolou o Haiti.
Uma mulher que sempre falando sorrindo uma criatura feita pra amar os pequenos e os pobres, Zilda Arns vai deixar muita saudade, morreu trabalhando
como todas mulheres do nosso Brasil, guerreira saudade sempre.
Até o céu!!!

Morre no Haiti Zilda Arns

Em carta, Zilda Arns deixou missão de ajudar novas gestantes

Antes de viajar ao Haiti, a fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, enviou uma carta aos coordenadores e líderes das pastorais pelo país e deixou uma última missão: encontrar e atender novas gestantes.

Zilda Arns: uma vida dedicada ao próximo

  • Arquivo Folha Imagem

    Zilda Arns, 75, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, participava de missão humanitária e está entre as vítimas do terremoto de 7 graus que assolou o Haiti


Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns tinha 75 anos e foi uma das vítimas do terremoto que devastou o Haiti nesta terça-feira (12). Além dela, pelo menos outros 11 militares brasileiros morreram no país.

Na carta, Arns afirma: "no mês que vem [janeiro] tem mutirão em busca das gestantes. Comece desde já a organizar o mutirão em sua comunidade. Fique sempre de olho nas novas gestantes. Seu apoio é muito importante para que elas tenham uma gravidez saudável e feliz".

O texto foi escrito no final de 2009. A carta revela que a missionária estava esperançosa em expandir o trabalho no Haiti e animada com o crescimento da Pastoral da Criança pelo mundo.

"Neste mês estarei visitando um país onde há muita violência. Vou participar da Assembleia dos Religiosos do Haiti e tenho esperança que eles ajudem na expansão da Pastoral em todo o país. Veja como a Pastoral da Criança está crescendo e fincando suas bases em outros países! Já estamos em 20 países. Com a sua ajuda e a grandeza de Deus, a Pastoral da Criança ajuda a construir um mundo mais justo", diz um trecho da mensagem.

Zilda escreve ainda que passou pela Tailândia, onde participou do Congresso Mundial de Comunicadores Católicos. "Aproveitei para visitar nossos líderes e missionários no Timor Leste", afirma.

Por fim, Zilda se despede desejando um feliz 2010 aos coordenadores e líderes da pastoral. "Desejo que em 2010 você tenha sempre mais oportunidades de aprender e compartilhar esses conhecimento com as famílias... A você, o meu carinho especial de quem está sempre ao seu lado", finaliza.
  • EFE / Radio Tele Ginen Haiti

    Mulher se desespera ao ver escombros de casas destruídas pelo terremoto no Haiti


Missão vira ordem
A coordenadora da Pastoral da Criança em Alagoas, Maria do Amparo Torres, afirma que já iniciou o mutirão no início do mês em busca das gestantes no Estado, e vai seguir os ensinamentos de quem "trabalhava ensinando tudo que sabia com humildade".

"Essa última carta dela vou guardar para o resto da vida. Mesmo ela viajando, não deixou de destacar que os voluntários daqui do país tinha uma missão, que era encontrar novas gestantes. A morte dela aumenta o nosso ânimo, coragem e perseverança. Ela soube como ninguém perseguir, colher e transformar a vida de crianças pobres", declarou.

Alagoas foi o segundo Estado do país, após o Paraná (sede), a implantar a Pastoral da Criança. No Estado de maior mortalidade infantil do país, a instituição mantém parceria com o governo de Alagoas para reduzir os índices, e hoje atende a 26 mil crianças (10% do total existente no Estado). "Zilda sempre acreditou que seria possível formar líderes capazes de combater a mortalidade infantil em todo o Brasil. Ela tinha grande atenção com o Estado", afirmou Torres.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Danos em São Paulo chuvas.

Danos por chuva superam R$ 50 mi em São Luiz do Paraitinga; Serra promete ajuda



O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse neste domingo em São Luiz do Paraitinga (182 km de São Paulo) que é possível reconstruir a cidade e recuperar ao menos parte do patrimônio histórico destruído pelas chuvas. Sem falar em dinheiro, ele afirmou que o governo do Estado vai ajudar no que for preciso para a reconstruir o município.

Veja desabamento de igreja em São Luiz do Paraitinga
Chuva isola e causa estragos em São Luiz do Paraitinga

Joel Silva/Folha Imagem
Escombros da igreja matriz, destruída pela chuva em São Luiz do Paraitinga; centro histórico da cidade ficou totalmente alagado
Escombros da igreja matriz, destruída pela chuva em São Luiz do Paraitinga; centro histórico da cidade ficou totalmente alagado

Segundo o governador, é preciso fazer um levantamento para saber quanto será necessário para a reconstrução da cidade, que ficou totalmente alagada. A prefeita Ana Lúcia Bilard Sicherle (PSDB) estima em ao menos R$ 50 milhões a verba necessária, sem incluir a recuperação do patrimônio histórico.

Em visita à cidade, Serra pediu que o município não cancele a sua programação de Carnaval --uma das que mais atraem foliões no Estado. A prefeita disse, no entanto, que não há clima para a cidade realizar a festa, e confirmou o cancelamento.

Serra disse também que técnicos da Secretaria de Estado da Cultura vão fazer um estudo para saber se é possível e como deverá ser feita a restauração dos imóveis históricos.

Vítima

Um deslizamento de terra ocorrido neste domingo no bairro do Bom Retiro deixou uma pessoa soterrada. Segundo a Defesa Civil Estadual, a situação continua crítica na região, e até o início da noite a vítima ainda não havia sido removida.

Estragos

Com o grande volume de chuva, o rio Paraitinga, que corta a cidade, transbordou. Imóveis ficaram praticamente cobertos pela água. Todo o centro histórico --que abriga o conjunto arquitetônico de casas térreas e sobrados-- foi inundado. De acordo com informações da prefeitura, a área tem cerca de 90 imóveis tombados pelo patrimônio histórico de São Paulo.

Prédios históricos estão danificados, entre eles a igreja matriz São Luiz de Tolosa, construída no século 19, que desabou no sábado.

Com a chuva, o nível do rio subiu quase 15 metros. As águas já baixaram cerca de 3,5 metros desde ontem, e a expectativa é que sejam necessários mais três dias para voltar à normalidade, afirma a Defesa Civil.

Ao todo, a cidade tem mais de 9.000 pessoas desabrigadas ou desalojadas. Mais de 3.000 pessoas, entre turistas e moradores, estão ilhados na região alta da cidade. Botes enviados pela Polícia Militar e pelo Exército levam alimentos e bebidas e, na volta, trazem as pessoas para a rodovia, onde a Defesa Civil Estadual montou uma base de apoio.

Ainda há riscos de muitos deslizamentos na cidade, que estão sendo analisados por geólogos no local. Os telefones fixos não funcionam, as ligações por celular estão instáveis e não há iluminação na parte alta da cidade. "Quase metade da cidade está submersa. No centro histórico, até o telhado está debaixo d'água", disse o coronel Luiz Massao Kita, coordenador da Defesa Civil Estadual.

sábado, 2 de janeiro de 2010

35 mortos em Angra dos Reis no Rio.

02/01/2010 - 13h16

Sobe para 35 o número de mortos em deslizamentos em Angra dos Reis

Maurício Savarese*
Enviado especial do UOL Notícias
Em Angra dos Reis (RJ)
Atualizado às 14h35

O Corpo de Bombeiros localizou mais três corpos de vítimas de deslizamentos que atingiram Angra dos Reis (RJ): dois na região da pousada Sankay, na praia do Bananal, na Ilha Grande, e um no morro da Carioca, no centro da cidade. Com o novo dado, sobe para 22 o total de mortes na pousada Sankay e para 35 o total de óbitos na cidade em decorrência das chuvas desde ontem. os localizados neste sábado serão encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal), mas a Defesa Civil Estadual não soube informar para qual.

Outras 13 mortes foram registradas também no morro da Carioca, no centro da cidade, onde outro deslizamento atingiu residências.
  • Rafael Andrade/Folha Imagem

    Bombeiros removem corpos de local de deslizamento em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro


A parte continental de Angra amanheceu sob barulho de sirenes na manhã deste sábado, quando foram retomadas as buscas no morro da Carioca, área pobre do centro da cidade. Os trabalhos no deslizamento do luxuoso hotel em Ilha Grande não foram interrompidos e seguiram durante a madrugada.

Segundo a Defesa Civil, há registro de 565 pessoas desalojadas (que estão em casas de amigos e parentes) na cidade de Angra e 318 desabrigados (que dependem de abrigos públicos). Desses, 113 são do morro da Carioca. Já o numero de pessoas desaparecidas não foi informado pelo órgão.

Lula telefona para governador do Rio
Sérgio Cabral (PMDB) sobrevoou a área do deslizamento na Ilha Grande, em Angra dos Reis, nesta manhã e afirmou em entrevista a uma rádio que famílias que vivem em regiões com risco de desabamento na parte continental de Angra dos Reis se recusam a deixar o local.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está de férias na Praia de Inema, na Base Naval de Aratu, em Salvador, telefonou na manhã de hoje para o governador do Rio de Janeiro. De acordo com o governador, Lula quis saber como estavam os trabalhos de resgate às vítimas das chuvas no estado.

Sérgio Cabral contou ao presidente que sobrevoou a Ilha Grande e que já reforçou o número de bombeiros na região. O governador disse que Lula fez questão de expressar a sua solidariedade durante o telefonema, que durou cerca de dez minutos. Cabral afirmou que ficará em contato durante todo o dia com o presidente.

Lula está de férias desde quarta-feira (31) com a família e alguns convidados na Praia de Inema.

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, continua no litoral norte de Salvador com a família, onde passou o Ano Novo, e deve retornar a Brasília na segunda-feira (4). Segundo a assessoria do ministro, não há previsão de que ele vá ao Rio de Janeiro. O governo do estado do Rio ainda não pediu ajuda do governo federal.

A prefeitura de Angra criou um centro de apoio às famílias das vítimas dos deslizamentos. Ele está funcionando na sede da TurisAngra, na avenida Júlio Maria, no centro da cidade, e tem o objetivo do órgão de prestar apoio e fornecer informações a familiares das vítimas. O centro pode ser contatado ainda pelo telefone 0/xx/24/3367-7518.

*Com informações da Folha Online e Agência Brasil