quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Morre no Haiti Zilda Arns

Em carta, Zilda Arns deixou missão de ajudar novas gestantes

Antes de viajar ao Haiti, a fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, enviou uma carta aos coordenadores e líderes das pastorais pelo país e deixou uma última missão: encontrar e atender novas gestantes.

Zilda Arns: uma vida dedicada ao próximo

  • Arquivo Folha Imagem

    Zilda Arns, 75, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, participava de missão humanitária e está entre as vítimas do terremoto de 7 graus que assolou o Haiti


Médica pediatra e sanitarista, Zilda Arns tinha 75 anos e foi uma das vítimas do terremoto que devastou o Haiti nesta terça-feira (12). Além dela, pelo menos outros 11 militares brasileiros morreram no país.

Na carta, Arns afirma: "no mês que vem [janeiro] tem mutirão em busca das gestantes. Comece desde já a organizar o mutirão em sua comunidade. Fique sempre de olho nas novas gestantes. Seu apoio é muito importante para que elas tenham uma gravidez saudável e feliz".

O texto foi escrito no final de 2009. A carta revela que a missionária estava esperançosa em expandir o trabalho no Haiti e animada com o crescimento da Pastoral da Criança pelo mundo.

"Neste mês estarei visitando um país onde há muita violência. Vou participar da Assembleia dos Religiosos do Haiti e tenho esperança que eles ajudem na expansão da Pastoral em todo o país. Veja como a Pastoral da Criança está crescendo e fincando suas bases em outros países! Já estamos em 20 países. Com a sua ajuda e a grandeza de Deus, a Pastoral da Criança ajuda a construir um mundo mais justo", diz um trecho da mensagem.

Zilda escreve ainda que passou pela Tailândia, onde participou do Congresso Mundial de Comunicadores Católicos. "Aproveitei para visitar nossos líderes e missionários no Timor Leste", afirma.

Por fim, Zilda se despede desejando um feliz 2010 aos coordenadores e líderes da pastoral. "Desejo que em 2010 você tenha sempre mais oportunidades de aprender e compartilhar esses conhecimento com as famílias... A você, o meu carinho especial de quem está sempre ao seu lado", finaliza.
  • EFE / Radio Tele Ginen Haiti

    Mulher se desespera ao ver escombros de casas destruídas pelo terremoto no Haiti


Missão vira ordem
A coordenadora da Pastoral da Criança em Alagoas, Maria do Amparo Torres, afirma que já iniciou o mutirão no início do mês em busca das gestantes no Estado, e vai seguir os ensinamentos de quem "trabalhava ensinando tudo que sabia com humildade".

"Essa última carta dela vou guardar para o resto da vida. Mesmo ela viajando, não deixou de destacar que os voluntários daqui do país tinha uma missão, que era encontrar novas gestantes. A morte dela aumenta o nosso ânimo, coragem e perseverança. Ela soube como ninguém perseguir, colher e transformar a vida de crianças pobres", declarou.

Alagoas foi o segundo Estado do país, após o Paraná (sede), a implantar a Pastoral da Criança. No Estado de maior mortalidade infantil do país, a instituição mantém parceria com o governo de Alagoas para reduzir os índices, e hoje atende a 26 mil crianças (10% do total existente no Estado). "Zilda sempre acreditou que seria possível formar líderes capazes de combater a mortalidade infantil em todo o Brasil. Ela tinha grande atenção com o Estado", afirmou Torres.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Danos em São Paulo chuvas.

Danos por chuva superam R$ 50 mi em São Luiz do Paraitinga; Serra promete ajuda



O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse neste domingo em São Luiz do Paraitinga (182 km de São Paulo) que é possível reconstruir a cidade e recuperar ao menos parte do patrimônio histórico destruído pelas chuvas. Sem falar em dinheiro, ele afirmou que o governo do Estado vai ajudar no que for preciso para a reconstruir o município.

Veja desabamento de igreja em São Luiz do Paraitinga
Chuva isola e causa estragos em São Luiz do Paraitinga

Joel Silva/Folha Imagem
Escombros da igreja matriz, destruída pela chuva em São Luiz do Paraitinga; centro histórico da cidade ficou totalmente alagado
Escombros da igreja matriz, destruída pela chuva em São Luiz do Paraitinga; centro histórico da cidade ficou totalmente alagado

Segundo o governador, é preciso fazer um levantamento para saber quanto será necessário para a reconstrução da cidade, que ficou totalmente alagada. A prefeita Ana Lúcia Bilard Sicherle (PSDB) estima em ao menos R$ 50 milhões a verba necessária, sem incluir a recuperação do patrimônio histórico.

Em visita à cidade, Serra pediu que o município não cancele a sua programação de Carnaval --uma das que mais atraem foliões no Estado. A prefeita disse, no entanto, que não há clima para a cidade realizar a festa, e confirmou o cancelamento.

Serra disse também que técnicos da Secretaria de Estado da Cultura vão fazer um estudo para saber se é possível e como deverá ser feita a restauração dos imóveis históricos.

Vítima

Um deslizamento de terra ocorrido neste domingo no bairro do Bom Retiro deixou uma pessoa soterrada. Segundo a Defesa Civil Estadual, a situação continua crítica na região, e até o início da noite a vítima ainda não havia sido removida.

Estragos

Com o grande volume de chuva, o rio Paraitinga, que corta a cidade, transbordou. Imóveis ficaram praticamente cobertos pela água. Todo o centro histórico --que abriga o conjunto arquitetônico de casas térreas e sobrados-- foi inundado. De acordo com informações da prefeitura, a área tem cerca de 90 imóveis tombados pelo patrimônio histórico de São Paulo.

Prédios históricos estão danificados, entre eles a igreja matriz São Luiz de Tolosa, construída no século 19, que desabou no sábado.

Com a chuva, o nível do rio subiu quase 15 metros. As águas já baixaram cerca de 3,5 metros desde ontem, e a expectativa é que sejam necessários mais três dias para voltar à normalidade, afirma a Defesa Civil.

Ao todo, a cidade tem mais de 9.000 pessoas desabrigadas ou desalojadas. Mais de 3.000 pessoas, entre turistas e moradores, estão ilhados na região alta da cidade. Botes enviados pela Polícia Militar e pelo Exército levam alimentos e bebidas e, na volta, trazem as pessoas para a rodovia, onde a Defesa Civil Estadual montou uma base de apoio.

Ainda há riscos de muitos deslizamentos na cidade, que estão sendo analisados por geólogos no local. Os telefones fixos não funcionam, as ligações por celular estão instáveis e não há iluminação na parte alta da cidade. "Quase metade da cidade está submersa. No centro histórico, até o telhado está debaixo d'água", disse o coronel Luiz Massao Kita, coordenador da Defesa Civil Estadual.

sábado, 2 de janeiro de 2010

35 mortos em Angra dos Reis no Rio.

02/01/2010 - 13h16

Sobe para 35 o número de mortos em deslizamentos em Angra dos Reis

Maurício Savarese*
Enviado especial do UOL Notícias
Em Angra dos Reis (RJ)
Atualizado às 14h35

O Corpo de Bombeiros localizou mais três corpos de vítimas de deslizamentos que atingiram Angra dos Reis (RJ): dois na região da pousada Sankay, na praia do Bananal, na Ilha Grande, e um no morro da Carioca, no centro da cidade. Com o novo dado, sobe para 22 o total de mortes na pousada Sankay e para 35 o total de óbitos na cidade em decorrência das chuvas desde ontem. os localizados neste sábado serão encaminhados para o IML (Instituto Médico Legal), mas a Defesa Civil Estadual não soube informar para qual.

Outras 13 mortes foram registradas também no morro da Carioca, no centro da cidade, onde outro deslizamento atingiu residências.
  • Rafael Andrade/Folha Imagem

    Bombeiros removem corpos de local de deslizamento em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro


A parte continental de Angra amanheceu sob barulho de sirenes na manhã deste sábado, quando foram retomadas as buscas no morro da Carioca, área pobre do centro da cidade. Os trabalhos no deslizamento do luxuoso hotel em Ilha Grande não foram interrompidos e seguiram durante a madrugada.

Segundo a Defesa Civil, há registro de 565 pessoas desalojadas (que estão em casas de amigos e parentes) na cidade de Angra e 318 desabrigados (que dependem de abrigos públicos). Desses, 113 são do morro da Carioca. Já o numero de pessoas desaparecidas não foi informado pelo órgão.

Lula telefona para governador do Rio
Sérgio Cabral (PMDB) sobrevoou a área do deslizamento na Ilha Grande, em Angra dos Reis, nesta manhã e afirmou em entrevista a uma rádio que famílias que vivem em regiões com risco de desabamento na parte continental de Angra dos Reis se recusam a deixar o local.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está de férias na Praia de Inema, na Base Naval de Aratu, em Salvador, telefonou na manhã de hoje para o governador do Rio de Janeiro. De acordo com o governador, Lula quis saber como estavam os trabalhos de resgate às vítimas das chuvas no estado.

Sérgio Cabral contou ao presidente que sobrevoou a Ilha Grande e que já reforçou o número de bombeiros na região. O governador disse que Lula fez questão de expressar a sua solidariedade durante o telefonema, que durou cerca de dez minutos. Cabral afirmou que ficará em contato durante todo o dia com o presidente.

Lula está de férias desde quarta-feira (31) com a família e alguns convidados na Praia de Inema.

O ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, continua no litoral norte de Salvador com a família, onde passou o Ano Novo, e deve retornar a Brasília na segunda-feira (4). Segundo a assessoria do ministro, não há previsão de que ele vá ao Rio de Janeiro. O governo do estado do Rio ainda não pediu ajuda do governo federal.

A prefeitura de Angra criou um centro de apoio às famílias das vítimas dos deslizamentos. Ele está funcionando na sede da TurisAngra, na avenida Júlio Maria, no centro da cidade, e tem o objetivo do órgão de prestar apoio e fornecer informações a familiares das vítimas. O centro pode ser contatado ainda pelo telefone 0/xx/24/3367-7518.

*Com informações da Folha Online e Agência Brasil

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Frei Fernando

FREI FERNANDO:

Penetrar o Mistério do Natal é penetrar o Mistério da Vida Divina que nos visita e nos enche de ternura, compreensão, paz e harmonia em nosso viver. Quando olhamos a singeleza do presépio, a simplicidade dos que o visitam e a Beleza Divina estampada nos restos de Jesus, Maria e José, participamos também desse Mistério de Amor.

Creio que o ser humano não despertou ainda do sono letárgico de suas fraquezas, é por isso que vive envolvido nessa atmosfera de morte que o cerca. Precisamos acordar, por meio da fé, para a realidade do Filho de Deus que nasce entre nós, pára assim participarmos do seu reinado e com Ele vencermos o pecado e todo o mal.

O Natal do Senhor é o mais inovador dos acontecimentos, pois, nele nossa carne é divinizada e por isso, somos alçados à maior de todas as graças: à filiação divina, à participação definitiva no Reino de Deus. Cristo se encarnou para nos levar consigo para a Glória de Deus Pai.

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Leila Lopes

http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/09337102.jpeg
Carta de Leila Lopes.

Leia o trecho da carta

"Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui iludibriada [sic] por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei. É preciso coragem para deixar esta vida. Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em busca de Deus. Não é por falta de dinheiro, pois com o que tenho posso morar aqui, em Floripa ou no Sul. Mas acontece que eu não quero mais morar em lugar nenhum. Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz! Estou cansada, cansada de cabeça! Não aguento mais pensar, pagar contas, resolver problemas... Vocês dirão: Todos vivem!!! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui."

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Amar é: voltar a ser especial



Dizer que amamos alguém é muito mais que expressar o que sentimos
Dizer que amamos alguém é muito mais que expressar o que sentimos; é deixar claro para a outra pessoa que estamos dispostos a realizar todas as coisas para fazê-la feliz ao nosso lado. Embora o amor seja definido como um sentimento, a manifestação dessa emoção é traduzida em gestos e atitudes. Isso se aplica também ao amor entre irmãos, pais, filhos, colegas... e em nada esse “bem-querer” se difere – em intensidade – da manifestação vivida entre homens e mulheres decididos a viver o desafio da vida comum compartilhada.
:: Ouça comentário do autor
Quanto mais convivemos com as pessoas, tanto maior é o nosso conhecimento a respeito delas. Assim, apesar de manifestarmos e dizermos por várias vezes que amamos alguém, também estamos sujeitos a outros sentimentos, como raiva, medo, inclusive, certa insatisfação, mesmo que seja por alguns momentos. Da mesma maneira que a febre no organismo pode indicar infecção, as possíveis insatisfações no relacionamento são indicadoras de uma situação que merece atenção especial.
Ninguém reclama da falta de alguma coisa sem antes ter experimentado suas vantagens. Sabemos o quanto é bom ter a atenção e o carinho de alguém voltados para nós; todavia, muitas vezes, no convívio do dia-a-dia ou tomados por outros afazeres, deixamos de lado coisas simples, mas de grande importância para a manutenção do casamento. Hábitos que anteriormente eram comuns no tempo de namoro ou no início da vida conjugal, infelizmente se tornaram raros por parte de um dos cônjuges, ao longo dos anos, como passear de mãos dadas, trocar beijos e carinhos, assim como outras afabilidades no tratamento.
Ao deparar com a rarefação dos carinhos e das delicadezas, anteriormente presentes na vida dos casais, pode-se achar que o relacionamento conjugal está fadado à mesma rotina de outros – muitos dos quais não podem nos servir de modelo. No entanto, não podemos permitir que os problemas e as insatisfações manifestadas roubem de nós a pessoa amada. O descaso às queixas do cônjuge acabará por extinguir da vida do casal aquilo que foi objeto da reclamação. Antes melhor denunciar aquilo que é de desagrado.
Tentar acostumar-se com a situação, ridicularizá-la ou responder com sarcasmo ao que foi relatado, apenas provoca feridas e pode provocar consequências desastrosas para aqueles que, até pouco tempo, eram cúmplices em seus propósitos. Portanto, uma vez conhecidos os entraves da convivência, não podemos nos comprometer somente com promessas de mudança, pois estas precisam ser assumidas com atitudes.
Assim, revigorados pela disposição em voltarmos a ser especiais ao outro, evitaremos que os muros das superficialidades e do individualismo surjam no campo dos sentimentos, nos quais paredes jamais podem existir.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Israelense atacam Gaza por via terrestre 40 mortos neste Domingo dia 04/01/2009


Invasão a Gaza resulta na morte de 40 palestinos e 1 soldado israelense
Das agências internacionais *Em Gaza e Jerusalém
Ao menos 40 palestinos morreram e 400 ficaram feridos desde que Israel iniciou a invasão a Gaza na noite de sábado (3 de janeiro), segundo médicos ouvidos pela agência de notícias Efe.
CONFLITO EM GAZA: 9º DIA

Soldados israelenses participam de invasão à faixa de Gaza

Menina palestina chora em funeral de parente morto em ataque aéreo israelens
Jornalista da BBC conta comopassou noite sob ataque em Gaza
União Européia envia missão ediz que vai lutar por cessar-fogo
Ataques impedem Egito deenviar ajuda humanitária a Desde que a ofensiva israelense começou, no dia 27 dezembro, mais de 480 palestinos foram mortos e 2.500 ficaram feridos, segundo Moaweya Hasanein, chefe dos serviços de emergêcia do Ministério da Saúde do Hamas em Gaza. Ainda segundo Hasanein, 22 dos 40 palestinos mortos na invasão a Gaza eram civis.Entre os mortos deste domingo estão uma mãe palestina e seus quatro filhos, atingidos em bombardeio israelense.Na manhã deste domingo, forças israelense abriram fogo contra uma zona comercial na Cidade de Gaza, provocando um número ainda não determinado de mortos e feridos.Testemunhas dizem que o Exército israelense estacionou mais de 80 veículos blindados, como tanques, no antigo assentamento judaico de Mitzarin, cerca de três quilômetros ao sul da Cidade de Gaza.Segundo a rede de TV qatariana Al Jazeera, o Hamas divulgou ter matado cinco soldados israelenses e ferido outros 20 nos combates de hoje em Gaza. Até agora, o Exército de Israel confirmou, por meio de um porta-voz, a morte de um soldado.Essa é a primeira morte israelense anunciada pelo serviço militar desde o início da operação por terra contra o Hamas na Faixa de Gaza, no sábado à noite. Outros 32 israelenses ficaram feridos durante a ofensiva por terra, segundo IsraelO presidente de Israel, Shimon Peres, voltou neste domingo a rejeitar uma interrupção nos ataques a Gaza. "Nós não temos nenhuma intenção de voltar a ocupar a faixa de Gaza", disse Peres ao programa "This Week", da ABC News. "Queremos acabar com o terrorismo. E o Hamas precisa de uma lição real e séria. E agora eles estão tendo essa lição."Cidade de GazaAs ruas da Cidade de Gaza estão desertas, com dezenas de edifícios destruídos pelos bombardeios, entre eles a sede do Parlamento do Hamas.As ambulâncias tiveram dificuldades para chegar às vítimas à medida que a luta se intensificava no território superadensado onde vivem 1,5 milhão de pessoas.A invasão por terra prevista há tempos da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, teve início depois de uma semana de bombardeios israelenses, que não conseguiram impedir os militantes do grupo de lançar foguetes contra o sul de Israel, a provocação que Israel declara como motivo da invasão.
República Tcheca admite "grave erro" de porta-voz sobre conflitos em Gaza
O ministro tcheco das Relações Exteriores, Karel Schwarzenberg, admitiu neste domingo em Praga o "grave erro" cometido por um porta-voz da presidência tcheca da União Européia (UE).Jiri Frantisek Potuznik, porta-voz do primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, para a presidência da UE, afirmara no sábado que "trata-se do cruzamento da fronteira de Gaza. Não há violência, nem vítimas. Estamos aguardando informações suplementares, e esperamos mais detalhes".
LEIA MAISCerca de 25 foguetes foram disparados contra Israel neste domingo, dos quais um atingiu uma casa na cidade de Sderot e feriu uma mulher, disse o Exército israelense.Mais de 500 palestinos foram mortos em nove dias da "Operação Chumbo Fundido", como é chamada por Israel. Desde o início dos combates, quatro israelenses foram mortos pelos disparos de foguetes do Hamas. Autoridades do Estado judaico dizem que a ofensiva pode durar vários dias.Apelos por um cessar-fogo por parte dos Estados Unidos, firme aliado de Israel, de outros governos e das Nações Unidas fracassaram por causa de desavenças sobre seus termos.Território cortado pela metadeTanques e tropas israelenses praticamente cortaram o território de Gaza em dois durante a noite de invasão, e neste domingo de manhã estavam rodeando a própria cidade de Gaza, disseram testemunhas palestinas.Disparos de Israel mataram 32 palestinos --cinco deles soldados-- na principal área comercial da cidade de Gaza, segundo testemunhas e funcionários de hospitais.Soldados israelenses e combatentes do Hamas estavam entrincheirados em batalhas no leste do bairro de Zeitoun, o forte reduto do grupo na cidade, disseram testemunhas."Eles vieram para onde queríamos e vão logo receber seus presentes", afirmou um membro do Hamas perto dos limites da área dos confrontos.O Hamas disse ter capturado dois soldados israelenses, fato que iria pôr em evidência o risco político para Israel por ter enviado tropas para Gaza. O Exército israelense afirmou não ter conhecimento da captura de nenhum de seus soldados.A aviação israelense atingiu dezenas de alvos, incluindo túneis usados para contrabando de armas, depósitos de armamento e esquadrões de lançamento de granadas de morteiro."Durante as trocas de tiros pela noite, dezenas de militantes armados do Hamas foram atingidos", disse um comunicado militar de Israel.O forte aumento do número de vítimas civis provavelmente vai levar a maior pressão internacional sobre Israel para que encerre sua maior operação na Faixa de Gaza em quatro décadas.Mas os combates também trazem riscos políticos significativos para os líderes israelenses antes da eleição nacional, marcada para 10 de fevereiro, especialmente se suas forças sofrerem pesadas baixas nos confrontos de rua.O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse que a meta da ofensiva terrestre é proteger o sul israelense dos ataques de foguetes do Hamas. Em um pronunciamento na TV, ele evitou fazer qualquer ameaça de tentativa de desalojar o Hamas do governo."Não será fácil. Não será rápido", disse Barak, líder do Partido Trabalhista, de centro-esquerda, e candidato a primeiro-ministro na eleição.Um porta-voz das Brigadas Izz el-Deen al-Qassam, o braço armado do Hamas, disse que os soldados israelenses correm o riso de morte ou captura."O inimigo sionista tem de saber que sua batalha em Gaza é uma batalha perdida", disse o porta-voz Abu Ubaida.ONU encerra reunião sem declaraçãoO Conselho de Segurança das Nações Unidas concluiu sua reunião do sábado sem conseguir qualquer acordo sobre os termos de uma declaração pedindo o cessar-fogo na Faixa de Gaza, informou um diplomata em nome do organismo neste domingo.Após quatro horas de debates a portas fechadas, o embaixador francês, Jean-Maurice Ripert, que este mês preside o Conselho, disse que os membros do organismo não foram capazes de entrar em consenso sobre os termos de uma declaração pedindo o cessar-fogo imediato em Gaza, horas depois do início da operação terrestre do exército israelense. "Não houve acordo formal entre os países membros, mas notamos que houve bastante concordância quanto à preocupação sobre a escalada da violência e a deterioração da situação, além de um forte consenso quanto a um cessar-fogo imediato, duradouro e respeitado" pelas partes, afirmou Ripert após o término da reunião.Foi a terceira reunião do Conselho de Segurança da ONU desde o início do conflito em Gaza, na semana passada.O presidente geral da Assembléia da ONU, o nicaraguense Miguel D'Escoto, classificou a incursão israelense como "uma monstruosidade". "E, mais uma vez, o mundo assiste consternado à disfuncionalidade do Conselho de Segurança", acrescentou D'Escoto. * Com as agências APF, Efe e Reuters