terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Leila Lopes

http://f.i.uol.com.br/folha/ilustrada/images/09337102.jpeg
Carta de Leila Lopes.

Leia o trecho da carta

"Eu não me suicidei, eu parti para junto de Deus. Fiquem cientes que não bebo e não uso drogas, eu decidi que já fiz tudo que podia fazer nessa vida. Tive uma vida linda, conheci o mundo, vivi em cidades maravilhosas, tive uma família digna e conceituada em Esteio, brilhei na minha carreira, ganhei muito dinheiro e ajudei muita gente com ele. Realmente não soube administrá-lo e fui iludibriada [sic] por pessoas de má fé várias vezes, mas sempre renasci como uma fênix que sou e sempre fiquei bem de novo. Aliás, eu nunca me importei com o ter. Bom, tem muito mais sobre a minha vida, isso é só para verem como não sou covarde não, fui uma guerreira, mas cansei. É preciso coragem para deixar esta vida. Saibam todos que tiverem conhecimento desse documento que não estou desistindo da vida, estou em busca de Deus. Não é por falta de dinheiro, pois com o que tenho posso morar aqui, em Floripa ou no Sul. Mas acontece que eu não quero mais morar em lugar nenhum. Eu não quero envelhecer e sofrer. Eu vi minha mãe sofrer até a morte e não quero isso para mim. Eu quero paz! Estou cansada, cansada de cabeça! Não aguento mais pensar, pagar contas, resolver problemas... Vocês dirão: Todos vivem!!! Mas eu decidi que posso parar com isso, ser feliz, porque sei que Deus me perdoará e me aceitará como uma filha bondosa e generosa que sempre fui."

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Amar é: voltar a ser especial



Dizer que amamos alguém é muito mais que expressar o que sentimos
Dizer que amamos alguém é muito mais que expressar o que sentimos; é deixar claro para a outra pessoa que estamos dispostos a realizar todas as coisas para fazê-la feliz ao nosso lado. Embora o amor seja definido como um sentimento, a manifestação dessa emoção é traduzida em gestos e atitudes. Isso se aplica também ao amor entre irmãos, pais, filhos, colegas... e em nada esse “bem-querer” se difere – em intensidade – da manifestação vivida entre homens e mulheres decididos a viver o desafio da vida comum compartilhada.
:: Ouça comentário do autor
Quanto mais convivemos com as pessoas, tanto maior é o nosso conhecimento a respeito delas. Assim, apesar de manifestarmos e dizermos por várias vezes que amamos alguém, também estamos sujeitos a outros sentimentos, como raiva, medo, inclusive, certa insatisfação, mesmo que seja por alguns momentos. Da mesma maneira que a febre no organismo pode indicar infecção, as possíveis insatisfações no relacionamento são indicadoras de uma situação que merece atenção especial.
Ninguém reclama da falta de alguma coisa sem antes ter experimentado suas vantagens. Sabemos o quanto é bom ter a atenção e o carinho de alguém voltados para nós; todavia, muitas vezes, no convívio do dia-a-dia ou tomados por outros afazeres, deixamos de lado coisas simples, mas de grande importância para a manutenção do casamento. Hábitos que anteriormente eram comuns no tempo de namoro ou no início da vida conjugal, infelizmente se tornaram raros por parte de um dos cônjuges, ao longo dos anos, como passear de mãos dadas, trocar beijos e carinhos, assim como outras afabilidades no tratamento.
Ao deparar com a rarefação dos carinhos e das delicadezas, anteriormente presentes na vida dos casais, pode-se achar que o relacionamento conjugal está fadado à mesma rotina de outros – muitos dos quais não podem nos servir de modelo. No entanto, não podemos permitir que os problemas e as insatisfações manifestadas roubem de nós a pessoa amada. O descaso às queixas do cônjuge acabará por extinguir da vida do casal aquilo que foi objeto da reclamação. Antes melhor denunciar aquilo que é de desagrado.
Tentar acostumar-se com a situação, ridicularizá-la ou responder com sarcasmo ao que foi relatado, apenas provoca feridas e pode provocar consequências desastrosas para aqueles que, até pouco tempo, eram cúmplices em seus propósitos. Portanto, uma vez conhecidos os entraves da convivência, não podemos nos comprometer somente com promessas de mudança, pois estas precisam ser assumidas com atitudes.
Assim, revigorados pela disposição em voltarmos a ser especiais ao outro, evitaremos que os muros das superficialidades e do individualismo surjam no campo dos sentimentos, nos quais paredes jamais podem existir.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Israelense atacam Gaza por via terrestre 40 mortos neste Domingo dia 04/01/2009


Invasão a Gaza resulta na morte de 40 palestinos e 1 soldado israelense
Das agências internacionais *Em Gaza e Jerusalém
Ao menos 40 palestinos morreram e 400 ficaram feridos desde que Israel iniciou a invasão a Gaza na noite de sábado (3 de janeiro), segundo médicos ouvidos pela agência de notícias Efe.
CONFLITO EM GAZA: 9º DIA

Soldados israelenses participam de invasão à faixa de Gaza

Menina palestina chora em funeral de parente morto em ataque aéreo israelens
Jornalista da BBC conta comopassou noite sob ataque em Gaza
União Européia envia missão ediz que vai lutar por cessar-fogo
Ataques impedem Egito deenviar ajuda humanitária a Desde que a ofensiva israelense começou, no dia 27 dezembro, mais de 480 palestinos foram mortos e 2.500 ficaram feridos, segundo Moaweya Hasanein, chefe dos serviços de emergêcia do Ministério da Saúde do Hamas em Gaza. Ainda segundo Hasanein, 22 dos 40 palestinos mortos na invasão a Gaza eram civis.Entre os mortos deste domingo estão uma mãe palestina e seus quatro filhos, atingidos em bombardeio israelense.Na manhã deste domingo, forças israelense abriram fogo contra uma zona comercial na Cidade de Gaza, provocando um número ainda não determinado de mortos e feridos.Testemunhas dizem que o Exército israelense estacionou mais de 80 veículos blindados, como tanques, no antigo assentamento judaico de Mitzarin, cerca de três quilômetros ao sul da Cidade de Gaza.Segundo a rede de TV qatariana Al Jazeera, o Hamas divulgou ter matado cinco soldados israelenses e ferido outros 20 nos combates de hoje em Gaza. Até agora, o Exército de Israel confirmou, por meio de um porta-voz, a morte de um soldado.Essa é a primeira morte israelense anunciada pelo serviço militar desde o início da operação por terra contra o Hamas na Faixa de Gaza, no sábado à noite. Outros 32 israelenses ficaram feridos durante a ofensiva por terra, segundo IsraelO presidente de Israel, Shimon Peres, voltou neste domingo a rejeitar uma interrupção nos ataques a Gaza. "Nós não temos nenhuma intenção de voltar a ocupar a faixa de Gaza", disse Peres ao programa "This Week", da ABC News. "Queremos acabar com o terrorismo. E o Hamas precisa de uma lição real e séria. E agora eles estão tendo essa lição."Cidade de GazaAs ruas da Cidade de Gaza estão desertas, com dezenas de edifícios destruídos pelos bombardeios, entre eles a sede do Parlamento do Hamas.As ambulâncias tiveram dificuldades para chegar às vítimas à medida que a luta se intensificava no território superadensado onde vivem 1,5 milhão de pessoas.A invasão por terra prevista há tempos da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, teve início depois de uma semana de bombardeios israelenses, que não conseguiram impedir os militantes do grupo de lançar foguetes contra o sul de Israel, a provocação que Israel declara como motivo da invasão.
República Tcheca admite "grave erro" de porta-voz sobre conflitos em Gaza
O ministro tcheco das Relações Exteriores, Karel Schwarzenberg, admitiu neste domingo em Praga o "grave erro" cometido por um porta-voz da presidência tcheca da União Européia (UE).Jiri Frantisek Potuznik, porta-voz do primeiro-ministro tcheco, Mirek Topolanek, para a presidência da UE, afirmara no sábado que "trata-se do cruzamento da fronteira de Gaza. Não há violência, nem vítimas. Estamos aguardando informações suplementares, e esperamos mais detalhes".
LEIA MAISCerca de 25 foguetes foram disparados contra Israel neste domingo, dos quais um atingiu uma casa na cidade de Sderot e feriu uma mulher, disse o Exército israelense.Mais de 500 palestinos foram mortos em nove dias da "Operação Chumbo Fundido", como é chamada por Israel. Desde o início dos combates, quatro israelenses foram mortos pelos disparos de foguetes do Hamas. Autoridades do Estado judaico dizem que a ofensiva pode durar vários dias.Apelos por um cessar-fogo por parte dos Estados Unidos, firme aliado de Israel, de outros governos e das Nações Unidas fracassaram por causa de desavenças sobre seus termos.Território cortado pela metadeTanques e tropas israelenses praticamente cortaram o território de Gaza em dois durante a noite de invasão, e neste domingo de manhã estavam rodeando a própria cidade de Gaza, disseram testemunhas palestinas.Disparos de Israel mataram 32 palestinos --cinco deles soldados-- na principal área comercial da cidade de Gaza, segundo testemunhas e funcionários de hospitais.Soldados israelenses e combatentes do Hamas estavam entrincheirados em batalhas no leste do bairro de Zeitoun, o forte reduto do grupo na cidade, disseram testemunhas."Eles vieram para onde queríamos e vão logo receber seus presentes", afirmou um membro do Hamas perto dos limites da área dos confrontos.O Hamas disse ter capturado dois soldados israelenses, fato que iria pôr em evidência o risco político para Israel por ter enviado tropas para Gaza. O Exército israelense afirmou não ter conhecimento da captura de nenhum de seus soldados.A aviação israelense atingiu dezenas de alvos, incluindo túneis usados para contrabando de armas, depósitos de armamento e esquadrões de lançamento de granadas de morteiro."Durante as trocas de tiros pela noite, dezenas de militantes armados do Hamas foram atingidos", disse um comunicado militar de Israel.O forte aumento do número de vítimas civis provavelmente vai levar a maior pressão internacional sobre Israel para que encerre sua maior operação na Faixa de Gaza em quatro décadas.Mas os combates também trazem riscos políticos significativos para os líderes israelenses antes da eleição nacional, marcada para 10 de fevereiro, especialmente se suas forças sofrerem pesadas baixas nos confrontos de rua.O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, disse que a meta da ofensiva terrestre é proteger o sul israelense dos ataques de foguetes do Hamas. Em um pronunciamento na TV, ele evitou fazer qualquer ameaça de tentativa de desalojar o Hamas do governo."Não será fácil. Não será rápido", disse Barak, líder do Partido Trabalhista, de centro-esquerda, e candidato a primeiro-ministro na eleição.Um porta-voz das Brigadas Izz el-Deen al-Qassam, o braço armado do Hamas, disse que os soldados israelenses correm o riso de morte ou captura."O inimigo sionista tem de saber que sua batalha em Gaza é uma batalha perdida", disse o porta-voz Abu Ubaida.ONU encerra reunião sem declaraçãoO Conselho de Segurança das Nações Unidas concluiu sua reunião do sábado sem conseguir qualquer acordo sobre os termos de uma declaração pedindo o cessar-fogo na Faixa de Gaza, informou um diplomata em nome do organismo neste domingo.Após quatro horas de debates a portas fechadas, o embaixador francês, Jean-Maurice Ripert, que este mês preside o Conselho, disse que os membros do organismo não foram capazes de entrar em consenso sobre os termos de uma declaração pedindo o cessar-fogo imediato em Gaza, horas depois do início da operação terrestre do exército israelense. "Não houve acordo formal entre os países membros, mas notamos que houve bastante concordância quanto à preocupação sobre a escalada da violência e a deterioração da situação, além de um forte consenso quanto a um cessar-fogo imediato, duradouro e respeitado" pelas partes, afirmou Ripert após o término da reunião.Foi a terceira reunião do Conselho de Segurança da ONU desde o início do conflito em Gaza, na semana passada.O presidente geral da Assembléia da ONU, o nicaraguense Miguel D'Escoto, classificou a incursão israelense como "uma monstruosidade". "E, mais uma vez, o mundo assiste consternado à disfuncionalidade do Conselho de Segurança", acrescentou D'Escoto. * Com as agências APF, Efe e Reuters

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Honestidade, acima de tudo!!!!!!


Menina encontra R$ 20 mil em casaco doado a vítimas de enchentes em Santa Catarina

Uma menina de cinco anos encontrou R$ 20 mil escondidos em um casaco recebido por sua família como doação, após perder tudo na região do Alto Baú, em Ilhota, no Vale do Itajaí, durante as enchentes que castigaram Santa Catarina. As informações são do portal 'Diário Catarinense'.O avô da menina, Daniel Manoel da Silva, 58 anos, foi atrás do doador, que é morador de Concórdia, município no Meio-Oeste catarinense, para devolver o dinheiro. "Se o dinheiro fosse entregue nas minhas mãos, teria aceitado com certeza, pois agora precisamos. Mas é uma questão de criação, fui educado assim e estou com a consciência limpa" afirmou Daniel ao 'Diário Catarinense'. Segundo o portal, ele recebeu R$ 1 mil pela honestidade.A menina Daniele Maria Annater, 5 anos, brincava com o casaco quando encontrou o dinheiro escondido na manga. Nem a mãe nem as tias da menina haviam se interessado pela peça, considerada uma roupa muito fina para o estilo de vida da família, e iriam repassá-la para outros desabrigados.Daniel Manoel da Silva, que plantava cana e fabricava cachaça artesanal, perdeu cinco familiares no dia 23 de novembro, quando a casa nova da família foi encoberta pela lama. Luis Paulo Hostim, 17 anos, João Pedro Silva, um ano e oito meses, Joana Maria Annater, sete meses, Nelson Galdino da Silva, 62 anos, e Maria Tatiana Hostim, sete meses, morreram soterrados.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Festa da Penha

O FUNDADOR DA ERMIDA DO CONVENTO DA PENHAFrei Pedro Palácios, irmão leigo da Ordem de São Francisco Assis, foi o fundador do Santuário de Nossa Senhora da Penha. Frei Pedro Palácios veio para o Brasil de navio, com escalas por diversos portos, inclusive com registro de sua passagem pela Bahia, sem contudo se saber o tempo de permanência naquele estado.Na então Capitania do Espírito santo, frei Pedro Palácios, chegou no mês de outubro de 1558, e desembarcou no porto da Vila velha .Dias depois da chegado do irmão ao Espírito Santo, os moradores sabendo da presença do santo homem, procuram-no e só depois de três dias o encontraram numa cabana na montanha.A IMAGEM DE NOSSA SENHORA DA PENHAA imagem de nossa senhora da penha é de 1570 e, foi o próprio frei Pedro Palácios que o encomendou de Portugal. É uma imagem de 76 centímetros de altura, esculpida em madeira maciça - em forma de uma imgem de vestir, por isso , recebe vestimenta: túnica e manto, as cores são rosa,azul e branco

Aparição da Virgem de Guadalupe.




Nossa Senhora de Guadalupe
A importância das aparições

Em 1531, os missionários espanhóis franciscanos e dominicanos evangelizavam os índios maias e astecas no México, e tinham muita dificuldade nessa missão porque esses índios eram idólatras e ofereciam aos seus muitos deuses sacrifícios humanos de milhares de rapazes e de virgens, nos altos das muitas pirâmides que podem ser visitadas ainda hoje no México. Um sacerdote cortava fora o coração de vítima, com uma faca de pedra pouco afiada e o oferecia aos deuses.
Nesse ano a Virgem Mãe de Deus apareceu ao piedoso índio São João Diego, na colina de Tepeyac, perto da capital do México. Com muito carinho ela pediu que ele fosse ao bispo pedir-lhe que nesse lugar construísse um Santuário em sua honra. D.João de Zumárraga, primeiro bispo do México, franciscano, vindo da Espanha, retardou a resposta a fim de averiguar cuidadosamente o ocorrido. Quando o índio, movido por uma segunda aparição e nova insistência da Virgem, renovou suas súplicas entre lágrimas, ordenou-lhe o bispo que pedisse a Nossa Senhora um sinal de que a ordem vinha realmente da grande Mãe de Deus.
Então Nossa Senhora enviou ao Bispo o conhecido sinla milagroso das rosas. Ela disse ao índio: “Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é o meu embaixador e merece a minha confiança… Quando chegar diante do Bispo, desdobre a sua tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém só na presença do bispo. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omitindo…”
Essas rosas só davam em Castela na Espanha, de onde era procedente o bispo. João Diego obedeceu e, ao despejar as flores perante o bispo, eis que surge no seu manto a linda pintura milagrosa de Nossa Senhora tal como ela lhe apareceu. O bispo acompanhou João ao local designado por Nossa Senhora.
O ícone de Nossa Senhora de Guadalupe é repleto de sinais milagrosos. Até hoje os cientistas não conseguem explicá-lo. Não sabem que produto tingiu o manto; não é deste mundo. A fama do milagre espalhou-se rapidamente por todo o território. Os cidadãos, profundamente impressionados por tão grande prodígio, procuraram guardar respeitosamente a santa Imagem na capela do paço episcopal. Mais tarde, após várias construções e ampliações, chegou-se ao templo atual.
Em 1754, escrevia o papa Bento XIV: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros; uma Imagem estampada numa tela tão rala que, através dela, pode-se enxergar o povo e a nave da Igreja tão facilmente como através de um filó; uma Imagem em nada deteriorada, nem no seu supremo encanto, nem no brilho de suas cores, pelas emanações do lago vizinho que, todavia, corroem a prata, o ouro e o bronze… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação.”
A partir das aparições de Nossa Senhora de Guadalupe os missionários passaram a evangelizar os índios em massa; mais de sete milhões foram batizados em poucos anos e o México é hoje o país que mais católicos têm (94% da população).
Em 1910 o Papa S. Pio X proclamou Nossa Senhora de Guadalupe “Padroeira da América Latina”, e em 1945, o Papa Pio XII a proclamou “Imperatriz da América Latina”. Há hoje, infelizmente, uma mentalidade muito errada em nossos meios acadêmicos que quer ver na civilização asteca algo melhor que nossa atual civilização cristã; nada mais triste. A turma do “politicamente correto”, inclusive os adeptos da perigosa teologia da libertação, quer desprezar os missionários espanhóis, que “impuseram uma religião estrangeira sobre os inocentes nativos que encontraram.” Inocentes nativos?
As grandes sociedades asteca e maia foram construídas com base na conquista de povos não-astecas e não-maias, com a mão-de-obra escrava e o assassinato ritual daqueles escravos. Seus elogiados canais e magníficos templos foram construídos por escravos. Estas culturas se man­tiveram baseadas no medo. Quem se indispusesse com os sacerdotes, pagos pelo Estado; tinha seu coração arrancado fora. Numa única cerimônia os astecas cortaram fora os corações de 10 mil virgens obtidas com o seqüestro de moças e meninas dos povoados vizinhos. Esses corações eram oferecidos aos deuses. (cf. “Astecas eram escravocratas e genocidas”, William A. Hamilton, escritor e colunista, artigo para a “USA Today”). Nelson Ascher, jornalista Integrado à equipe de articulistas da “Folha de São Paulo”, no seu artigo Canibalismo dos Astecas”, diz entre outras coisas que:
“Sabe-se que o centro da religião asteca era a sacrifício humano, mas a escala em que era realizado aponta para urna realidade ainda mais sinistra. Segundo palavras do padre espanhol Sahgun, o mais minucioso historiador de então da civilização indígena do México, pode-se ver a descrição do sacrifício humano no topo das pirâmides: a vítima, segura por quatro sacerdotes, tinha o peito aberto por um quinto com uma faca de obsidiana, e seu coração pulsante arrancado -, após ser o cadáver arrojado escada abaixo culminava com um singelo: “Después, lo cocian Y lo comian’ (Depois cozinhavam-no e comiam)”.
“Carne humana era muito apreciada com tomate nativo da região, e provavelmente temperada com chili. Num festival de quatro dias, em finais do século 15, os astecas te­riam “abatido” vinte mil prisioneiros. Parece que este era também o consumo anual médio só na capital.”
“Os astecas inclusive promoviam suas numerosas guerras com a única finalidade de capturar prisioneiros para seus rituais sofisticados que incluíam, em um de seus meses, o esfolamento após a qual os sacerdotes se vestiam com as peles das vítimas.”
Podemos chamar isso de civilização?
Infelizmente essas cruentas práticas dos maias e astecas são acoberta­das, enquanto as práticas dos espanhóis são anunciadas aos quatro ventos. Mostram-se em planetários os feitos dos astecas e maias no campo da astronomia, mas as o assassi­nato ritual e rotineiro de milhões de pessoas é maliciosamente encoberto.
Como pode uma “civilização” desta ser melhor do que o Cristianismo, que prega amor até aos inimigos? É um contra senso; uma grande incoerência. Por isso a chegada de Fernando Cortez em 1521 no México e os esforços para converter os povos indígenas ao cristianismo são tratados com desdém.
O Papa Bento XVI no seu discurso de abertura do V CELAM, em Aparecida, falou da importância da evangelização da América Latina que começou com Cristóvão Colombo em 12 de outubro de 1492. Ele disse:
“O anúncio de Jesus e de seu Evangelho não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estranha”.
“Para os povos pré-colombianos, a evangelização significou conhecer e acolher a Cristo, o Deus desconhecido que seus antepassados, sem sabê-lo, procuravam em suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que desejavam silenciosamente”.
“Significou também ter recebido, com as águas do batismo, a vida divina que os fez filhos de Deus por adoção; ter recebido, além disso, o Espírito Santo que veio a fecundar suas culturas, as purificando e desenvolvendo os numerosos germens e sementes que o Verbo encarnado tinha posto nelas, as orientando assim pelos caminhos do Evangelho”.
“A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, a não ser um retrocesso. Em realidade seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado”.
É verdade que houve muitos erros e abusos por parte dos espanhóis que para cá vieram; muitos saíram das prisões na Espanha; mas o Evangelho livrou o México da barbárie asteca e maia. E isso graças a Nossa Senhora de Guadalupe, Aquela que “esmaga a cabeça da serpente”, e aos valorosos franciscanos e dominicanos.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Chuvas em Vila Velha


Chuvas deixam mais de 5.000 desalojados no ES



LEONARDO FÉDERcolaboração para a FolhaCRISTINA MORENO DE CASTROda Agência Folha
Mais de 5.000 pessoas já tiveram que deixar suas casas por causa de fortes chuvas no Espírito Santo. A cidade mais afetada pelos temporais é Vila Velha, próxima a Vitória. O número de desabrigados e desalojados, que era de 2.177 no fim de semana, passou para 5.343 depois que a Defesa Civil do Estado fez um levantamento mais abrangente em Vila Velha. Não há registros de mortos nem feridos pelas chuvas.

Vila Velha, cidade mais populosa do Estado, sofreu com a cheia do rio Jucu, que corta o município. Ele está pelo menos um metro acima de seu leito normal por causa das chuvas.
O canal Guaranhuns, que fica próximo de quatro bairros, também encheu e alagou as ruas da região. Só em Vila Velha já são 3.600 desalojados e 456 desabrigados, de acordo com o último levantamento de Adão da Cunha, coordenador da Defesa Civil municipal.
A prefeitura colocou cinco bombas hidráulicas para ajudar a esvaziar o canal de Guaranhuns. "Mas não dá para sentir o canal esvaziando ainda", disse Cunha.
Além de Vila Velha, ainda há nove cidades em situação de emergência no Espírito Santo --Pancas, Guarapari, Domingos Martins, Iconha, Baixo Guandu, Vargem Alta, Água Doce do Norte, Itapemirim e Marechal Floriano.
Nos últimos dias, chegou a fazer sol na região metropolitana de Vitória, a área mais atingida. Com o tempo mais estável, técnicos do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) puderam recuperar as rodovias mais afetadas pela queda de barreiras. Nesta segunda-feira não havia rodovias interditadas.
A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) é de pancadas de chuva em todo o Estado pelo menos até a próxima quinta-feira (4).